tento escrever por palavras o tridimensional me dou conta da parcialidade em que o pensamento sempre está e isso lhe dá forma: sermos uma camada poética que encontra outros versos como se cada um fosse um lençol de água no espaço atravessando-se___________ cachoeiras esforço de pensar [...]
Posts de Junho, 2008
planos
Publicado em escrever, etiquetado espaço, plano, vento em Junho 25, 2008 | Deixar um comentário »
amadurecer
Publicado em diário, etiquetado consciência, corpo em Junho 25, 2008 | Deixar um comentário »
não há escolha
a não ser sentir o corpo
em vertiginoso processo
no seu convergir no tempo
tantas esferas quanto só recebe o eco
a consciência
cupido
Publicado em escrever em Junho 20, 2008 | Deixar um comentário »
moças teciam asas de anjo
com caules de ervas, trepadeiras e galhos.
uma delas, saiu para namorar.
quando voltou, não havia mais plantas.
Rendou suas asas com seus cabelos.
O anjo que recebeu essas asas
logo percebeu que
com elas
ele só conseguia planar.
Para subir e descer
inventou uma escada
de degraus de galhos
amarrados com cordas de cabelo
da tecelã namoradeira.
ponto final
Publicado em caraminholações em Junho 20, 2008 | Deixar um comentário »
______________________________ depois que está tudo pronto,
começo a criar
e aí
nada
nunca
está pronto
apegos
Publicado em diário, etiquetado cidade, dicionários em Junho 6, 2008 | Deixar um comentário »
Então, antes de mais nada, preciso refletir porque há muitas coisas acontecendo. Eu crio minhas ramificações de sentimentos e filosofias para estar. Tudo é terreno fértil; o corpo de pensamentos ritmados – são minhas palavras a causar-me dependência física- desenho das letras de uma única palavra piscando no alto da imaginação e oferecendo-me seus [...]
livre
Publicado em escrever, etiquetado arlequim em Junho 6, 2008 | Deixar um comentário »
E tu, arlequim,
enroscado em seus andaimes,
descobre que sempre teve asas
e que tantos canos, conexões e degraus
não eram necessários.
encontros
Publicado em escrever em Junho 1, 2008 | Deixar um comentário »
Se você está comigo, entre quatro paredes, você me é.
Ali seu corpo acontece
Eu ouço gestos estalos passos você acende um cigarro
Naquela sala, há uma janela que reflete sutilmente o ambiente.
Ás vezes eu encosto a mão no seu reflexo apagado no vidro.
Digo que estou sentindo a temperatura da rua.
Mas estou tocando o que você me é.