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Arquivo da categoria ‘cartas’

de barça

Dalilita,
Os dias correm entre a euforia do café, a luz calma dos chás e a angústia dessa competiçao entre as batidas do coraçao e as do relógio. E será que eu descobri a espessura do tempo? O aroma da vida? O berço da palavra?—————–
Poderia dizer que a vida está bela, mas eu nao estou lá [...]

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carta fatal beco

Antonia e Vicente,
Há quanto tempo não lhes escrevo uma carta? Estranha amizade que se faz de palavras cochichadas. Segredos desencontrados que eu forçosamente transformo em frases. Estou desde às cinco da tarde dentro desse apartamento. As paredes me comprimem. É fatal olhar para o corredor. Há vento. As extremidades do corpo estão geladas. Sinto um [...]

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Dalilita,
Estou eu aqui na Cásper depois da consulta na nefrologista. Tenho que fazer alguns exames, o que me enche de preguiça. Esses dias em Aldeia foram mornos e garoados!! Minha mãe biruta me deu um livro sobre o feminino reprimido. Achei o presente excessivamente contraditório, pois quem não quer me ver como mulher é ela, [...]

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