a muié com seu terço
versinhos de ai meu deus
a muié com seu terço
versinhos de ai meu deus
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transmundo ecoava nos ouvidos com bafo de vodka
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misunderstanding
in some language
I only know half way
my voice
whispering
an unknown accent
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irei sozinha
por cada um desses labirintos
pensados em inglês
com acento raro
embrumada
copas de árvore
protegida de Hiroshimas
de lustres e de qualquer língua falada
serei uma samambaia
suspensa em alpendre
mirando um espelho
outonal
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Quando o mundo saiu da rocha,
a imagem estampou-se.
(desejo do que ainda não havia)
mais dele mesmo
em parênteses, colcheias
=
conjugado
É
os monges bateram palma
a criança sorriu atrás da porta
não importa.
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Ela saiu de uma caixa pisando no meio da orquestra
perguntou logo e à passos largos:
onde onde onde eu aconteço
`(o grito acontece)´
óia, nossos fundo do mar são moiado
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tempo vertical do conta- gotas
os lugares curvam
à sua queda
esférica
jogo as cordas
dos pêndulos
encaixes urgentes
no relógio enguiçado
o homem de monóculo
exigiu o pagamento
em moedas dissimuladas de curta leveza
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existe uma escrita sem uma embriaguez qualquer?
digito
vícios em pontos de vista
encurralar
meu acho
no pode ser
caboclo mesmo
cabe ao verso
apresentar aos homens vindos das linhas acima
a farta risada das idéias
os jargãos são confortáveis
e os clichês: cool
passe a caneta
eu: embriagada
toca uma valsa
o sinistro clown
nem bebo malbebo
saiu assim
valsa
e o dito palhaço blasé
enumerarei
(a caneta apontará um a um)
os objetivos de meu projeto
o formato é:
um passinho para cada lado
pormenores imaginários
para tomar fôlego das simplificações
espaço
o salão vazio
de um conto de fadas
ideal
agora eu já pinguei os florais
“rascunho do pode ser”
diz a fada humilde e pós- moderna
sentida porque não há maçã envenenada
nem bruxa
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