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Archive for novembro \13\UTC 2009

memória da velhice

O velho é sempre mais notável quando buscamos a profundidade do tempo em suas rugas, o corpo que deixou os anos passarem, mesmo sem entender, mesmo pecando, sem ao menos lembrar porque mesmo que tinha ido parar ali, como era mesmo? Será que um dia já se apaixonou? O velho é tão fresco em sua miopia de lembrar, que o faz ficar ali, como que ruminando seu quase- estar, metade sendo, metade deixando o tempo ser em si.

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ritmos

Transição do corpo em primavera

sem quintal para florescer

não alcanço o chão

do meu sétimo andar

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SAC

por hora faz sentido

sim senhor

eu

pelo menos

estou entendendo

o número do protocolo é

sim

são quatro dígitos

interferência não vai estar constando

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voltar à casa

De que dores nós sabemos
quando elas começam?

Os corredores da casa são bons para alongamentos

na praia gosto que os raios de sol alonguem a pele

quais são meus corpos

lá as vistas no horizontes são de mar e ilhas redondas
apenas pedras revestidas de algum pasto

a tarsila descansa na janela entre cores e redes de proteção

os pés sujam as paredes
mas posso dançar de meias
rolando pela casa
onde no corpo há conforto

apegada aos tecidos imaginados

pela casa por onde se pode mergulhar
supérfluas
suas paredes e chão sem fim
peles frescas
de divisórias quadradas
azulejos
escuto vossa voz
nas fendas que se abrem
pedras dissolvidas
até as estruturas do esqueleto
nos cansaços
retiros
já não sei para que lado vou
devo compor em suas quinas
ninguém deve arrumar as plantas
apenas cuidar
eu sempre sinto sede
germinações brancas

ventos não são de casa
jogo ao mar
horizontes
trepida o reflexo
beleza nas fronteiras
em cada retalho
o manto inteiro
desenho a tessitura

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