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Archive for the ‘descoberta’ Category

a poeira nas frestas

as rugas na testa

tudo que enguiça

as práticas de encher linguiça

o quê se lembra

e ali se refresca

o esqueleto

o que era rápido e

agora é lento

a história

e o que nela conta

(lógica que só se pode

de gota em gota)

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livre- versão 2


E tu, arlequim,

enroscado em seus andaimes,

descobre que sempre teve corpo

e que tantos canos, conexões e degraus

não eram necessários.

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resto

de tão resto dá

uma alegre coceira de cão

que sem saber de nada melhor a fazer

baforeja pela boca

mal sentado

seu corpo se sacode

e as patas traseiras

acertam a orelha

pra se coçar:

as pulgas são inéditas

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a noite entrada

é gradual

nunca já é noite

sempre anoitece

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o Islã

Is lá

longe no mundo

no lugar em que as linhas

dão curva

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pede-se exatamente o que já se tem
o que já sou
presente
em todas as fissuras
onde pensava-se

estado de aterrizar
como pena
na ponta mínima dos pés
já na pele
com meu peso

membrana do encontro do que acontece
com o que sou

pulsa
pensa
respiro

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memória da velhice

O velho é sempre mais notável quando buscamos a profundidade do tempo em suas rugas, o corpo que deixou os anos passarem, mesmo sem entender, mesmo pecando, sem ao menos lembrar porque mesmo que tinha ido parar ali, como era mesmo? Será que um dia já se apaixonou? O velho é tão fresco em sua miopia de lembrar, que o faz ficar ali, como que ruminando seu quase- estar, metade sendo, metade deixando o tempo ser em si.

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