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Archive for the ‘EIA’ Category

Por quê coletivo?

Foi depois do trabalho. Apressada Augusta abaixo. Entrei na Ação Educativa.

Conversa vai

Conversa vem

Chega a Van e eu já me sinto mais EIA. Depoi chegou a Mitsue- EBAAA

Começa o debate. Rodrigo e Celso Gitahy são os mediadores. O Rodrigo faz perguntas e colocações mais genéricas e o Celso cutuca nos pontos onde os coletivos divergem, como formas de finaciamento.

– Vamos fazer a roda, eu sugeri.

Vimos o vídeo do 5 zonas- coletivo de grafite da Cidade Tiradentes, formado por cinco pessoas, desde 2007. Foram selecionados por alguns editais públicos, inclusive da Prefeitura de Diadema, o que garante que eles não apenas usem a verba para finaciar o próprio trabalho, como também para garantir a renda pessoal e ainda grafitar outros muros (além dos previstos nos projetos do edital) com a sobra das tintas. Parte do grupo (ou todos?) vivem exclusivamente da renda dos projetos de grafite. Eles avaliam que a moda de grafiti pela cidade é super importante para garantir que o grupo seja respeitado, depois de todo um histórico de rejeição. A visão deles sobre com quem fazer parceria, de quem aceitar $ está bastante ligada ao fato de eles pagarem as próprias contas com a verba desses projetos. Eles enfatizaram que estão fazendo um serviço público e que também topam ser remunerados para fazer fachadas e estabelecimentos comerciais. Um dos trabalhos do 5 zonas é sair por diversos bairros da cidade perguntando aos moradores como eles transformariam o bairro. A partir dos depoimentos, montam um grafite unindo o estilo de todos (o “sexto estilo”, eles diriam). São todos evangélicos. Em caso de dúvidas, eles colocam o tema “diante de Deus”. Um tem três filhos, outro tem seis…

Depois, cada coletivo fez um depoimento de 10 minutos.

Em termos de organização e “rizomicidade”, somos mais parecidos com o Imargem. Eles apostam na “revolução que parte das margens”. Todos têm outro “corre” para pagar as contas. Mas enfim, o Imargem nós já conhecemos. O que vale relatar é que de fato Tim e Mauro têm muita noção do que representa criar no sul da zona sul, de que lá há outra temporalidade, que, por sua vez, leva a outra percepção de como agir. o Tim diz que tem pensado no EIA para ajudá-los com a história dos despejos lá no Grajaú. Eles já estão com um bom apoio por parte da Defensoria Pública, mas parece que a população está desinformada em relação a seus direitos. Ele ficou de mandar uma convocação pela lista.

O Celso, mediador, nos disse que poderíamos formar um coletivo dos coletivo para organizar uma publicação e que a Ação Educativa poderia nos ajudar com o projeto. mas eu sei que eles não têm grana. Mas enfim, foi uma coisa meio solta. Depois eu fui falar com ele para dizer que estamos na fase sistematização e o projeto nos interessa.

É isso pessoal, um relato sem entrar nos pormenores. O debate tinha umas 20 e poucas pessoas e foi bem acalorado.

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